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| A Lei Eterna |
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| Artigos | |||
| Escrito por Cláudio Azevedo | |||
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O hinduísmo, a Lei Eterna (Sanātana Dharma), sempre conservou uma íntima união entre religião e filosofia, ainda que acontecessem exceções. É impressionante como desde tempos imemoriais uma concepção filosófico-religiosa de tendência monista sempre esteve presente na Índia. O mundo é concebido como um só processo em mudança. Antropologicamente, a tendência monista da filosofia hindu representa um desenvolvimento da capacidade humana de pensar, porque ela consiste em reduzir uma multiplicidade superficial em unidades progressivamente mais abrangentes. Seus tradicionais deuses, que são cerca de 33, distribuídos para as diversas funções no céu e na terra, são apenas aspectos manifestados do ‘Um’. Ligado a esse caráter monista, sua filosofia apresenta o conceito de Lei Universal ou Ordem (dharma), cujo contrário é a desordem (adharma). E a ordem constatável na natureza é a periodicidade, que acontece nas estações de chuva, retorno dos astros, principalmente do sol e da lua, sempre pelos mesmos caminhos. Este fato sugeriu, à filosofia hindu, a eternidade por meio dos ciclos em sucessão, repetindo-se sem cessar. O mais antigo, completo e complexo relato escrito acerca da ‘Busca do Eu’ vem da antiga Índia (Āryavarta ou Bharatavarśa). Os livros sagrados dos indianos (Śāstras) contêm a ‘Tradição-Sabedoria’ existente em todos os escritos da Humanidade. Pode-se dividir o conhecimento hindu em duas classes de escrituras: Nigama e Āgama. O Nigama (‘o que foi estabelecido’) inclui os Śrutis, os Smṛtis, os Itihāsas e os Purāṇas. Os Śrutis, que são os Vedas, são considerados como a base do Sanātana Dharma enquanto que os Smṛtis formam os muros e os Itihāsas e Purāṇas são os apoios e suportes. Dessas escrituras, os Purāṇas, os Dharma Śāstras, o Mīmāṁsā e o Nyāya darśanas constituem um corpo de literatura auxiliar aos Vedas, conhecido como Upāṇgas. Já os Āgamas (‘o que foi recebido’) são compostos pelos Tantras. A proposta dessas escrituras é remover a ignorância e fazer o homem uno com o Inominado. Todas elas mostram três caminhos a seguir em ‘Busca do Eu’:
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