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| Yoga | ||||||||
| Escrito por Cláudio Azevedo | ||||||||
Página 1 de 5 smaix padSAMĀDHI PĀDASobre (pāda) a superconsciência (samādhi)Para melhor visualização faça o download das fontes usadas no site: tahoma, tahoma bold, sanskrit98
O que é Yoga?Aw yaeganuzasnm!.1. atha yogānuśāsanaṁ (I-1) Agora (atha) uma exposição do ensinamento (anuśāsanaṁ) para (obter-se) o estado de yoga. Agora você está pronto para conhecer Deus. yaegiíÄv&iÄinraex>.2. yogaś citta-vṛtti-nirodhaḥ (I-2) Yoga é a cessação (nirodhaḥ) [da identificação com] dos processos reativos (vṛtti) da mente (citta). Conhecê-lo implica cessar todo o nosso barulho interno. tda Ôòu> Svêpe=vSwanm!.3. tadā draṣṭuḥ svarūpe'vasthānaṁ (I-3) Então (tadā), o Observador (draṣṭuḥ) está estabelecido (avasthānam) em sua própria natureza essencial (svarūpa) [e fundamental]. e nos estabelecermos em nossa própria Natureza Divina. v&iÄsaêPyimtrÇ.4. vṛtti-sārūpyam itaratra (I-4) De outra maneira (itaratra) [fora do estado de yoga], existe identificação (sārūpyam) [entre o observador e] os processos reativos (vṛtti) [mentais]. Pois de outra forma, nos identificaremos com o próprio barulho. Modificações da mentev&Äy> pÂtYy> i¬òai¬òa>.5. vṛttayaḥ pañcatayaḥ kliṣṭākliṣṭāh (I-5) Os processos reativos (vṛttayaḥ) [mentais] são de cinco tipos (pañcatayaḥ) [alguns] dolorosos (kliṣṭā) e [outros] não dolorosos (ākliṣṭāh). Nosso barulho interno vem de cinco fontes, dolorosas e indolores: àma[ivpyRyivkLpinÔaSm&ty>.6. pramāṇa-viparyaya-vikalpa-nidrā-smṛtayaḥ (I-6) [Eles são:] conhecimento correto (pramāṇa), conhecimento equivocado (viparyayah), a construção mental (vikalpa) [ou imaginação], o sono (nidrā) e memória (smṛti). do nosso conhecimento correto, nossos enganos, nossa imaginação, nosso sono sem sonhos e nossa memória. àTy]anumanagma> àma[ain.7. pratyakṣānumānāgamāḥ pramāṇāni (I-7) O conhecimento correto (pramāṇa) [é baseado em] cognição sensorial direta (pratyakṣa), inferência lógica (anumāna) ou testemunho reconhecido (āgamā). Nosso conhecimento correto provém daquilo que captamos com os sentidos, de nossa lógica racional e do testemunho de outros. ivpyRyae imWya}anmtÔUpàitòm!.8. viparyayo mithyā-jñānam atad-rūpa-pratiṣṭhaṁ (I-8) O conhecimento equivocado (viparyayah) [supõe] um conhecimento mental (jñānam) falso (mithyā) [de uma coisa], que não (a) corresponde (pratiṣṭham) com sua (tad) real forma (rūpa) [e sim com a aparente]. Nossos enganos provêm de nossa relação com as aparências das coisas. zBd}ananupatI vStuzUNyae ivkLp>.9. śabda-jñānānupātī-vastu-śūnyo vikalpaḥ (I-9) [O processo reativo de] construção mental (vikalpa) [ou imaginação] provém (anupātī) do conhecimento (jñānam) verbal (ṥabda) vazio (śūnyah) [ou sem base em nada] de objetivo (vastu). Nossas imaginações são barulhos que não se baseiam em nada objetivo. A-avàTyyalMbna v&iÄinRÔa.10. abhāva-pratyayālambanā vṛttir nidrā (I-10) O processo reativo mental (vṛttir) [que surge durante o] sono profundo (nidrā) baseia-se (ālambanā) na sensação de ausência (abhāva) de qualquer conteúdo mental (pratyaya). A própria sensação de ausência de conteúdo mental é o barulho mental próprio do sono sem sonhos. Anu-Utiv;yas—àmae;> Smi«t>.11. anubhūta-viṣayāsaṁpramoṣaḥ smṛtiḥ (I-11) O não completo desaparecimento (asampramoṣaḥ) de um objeto (viṣaya) percebido (anubhūta) é [o processo reativo mental de] retenção (smṛti) ou memória. E nossa memória é o barulho interno proveniente daquilo que retemos após contato com o externo. Prática perseverante e desapegoA_yasvEraGya_ya< tiÚraex>.12. abhyāsa-vairāgyābhyāṁ tan-nirodhaḥ (I-12) A cessação (nirodhaḥ) desses (tan) [cinco processos reativos mentais] é obtida pela (abhi) prática perseverante (abhyāsa) e pelo desapego (vairāgya). Mas só nos desidentificaremos desses barulhos se formos perseverantes e desapegados. tÇ iSwtaE yÆae=_yas>.13. tatra sthitau yatno'bhyāsaḥ (I-13) A prática perseverante (abhyāsaḥ) é o esforço (yatnaḥ) [constante] para permanecer firmemente estabelecido (sthiti) nele (tatra) [no estado de cessação dos processos reativos mentais]. A perseverança é o esforço constante de se permanecer imerso no Vazio do Silêncio interior, s tu dI"RkalnErNtyRsTkaraseivtae †F-Uim>.14. sa tu dīrgha-kāla-nairantarya-satkārāsevito dṛḍha-bhūmiḥ (I-14) Entretanto (tu), essa (sa) [prática perseverante] torna-se firmemente (dṛḍha) estabelecida (bhūmiḥ) quando levada a cabo (āsevito) por longo (dīrgha) tempo (kāla), de forma apropriada (satkāra) e sem interrupção (nairantarya). um esforço duradouro, apropriado e ininterrupto, †òanuïivkiv;yivt&:[Sy vzIkars—}a vEraGym!.15. dṛṣṭānuśravika-viṣaya-vitṛṣṇasya vaśīkāra-saṁjñā vairāgyaṁ (I-15) A consciência (saṁjñā) de [auto-]domínio (vaśīkāra), de alguém que tenha deixado de desejar (vitṛṣṇasya) por objetos (viṣaya) vistos (dṛṣṭā) ou revelados (anuśravika), é chamada desapego (vairāgya). e o desapego é o autodomínio da ausência de desejos conscientes por qualquer coisa, percebida ou não. tTpr< pué;OyateguR[vEt&:{ym!.16. tatparaṁ puruṣa-khyāter guṇavaitṛṣṇyaṁ (I-16) Quando se percebe (khyāter) o Si-mesmo (puruṣa), se alcança o (tat) supremo (paraṁ) [desapego] e se manifesta a completa indiferença (vaitṛṣṇyaṁ) pelos elementos fundamentais da matéria (guṇa). Mas o verdadeiro desapego só surge quando conhecemos Deus, através da ampliação de nossa consciência. Tipos de interiorizaçãoivtkRivcaranNdaiSmtanugmat! s—à}at>.17. vitarka-vicārānandāsmitānugamāt saṁprajñātaḥ (I-17) O conhecimento transcendente (saṁprajñātaḥ) [ou êxtase consciente que vem com a superconsciência – samādhi] é acompanhado (anugamāt) por associações verbais (vitarka) [ou raciocínio dialético], sutis (vicāra) [ou reflexão mental], de bem-aventurança (ānanda) [ou sentido de puro ser] e de [pura] consciência de uma existência individual (asmitā). Ampliar nossa consciência é, partindo desse confuso barulho, perceber a verdadeira compreensão das coisas, alcançar a plenitude no vazio e atingir a percepção de nossa verdadeira Natureza Divina. ivramàTyya_yaspUvR> s<Skarze;ae=Ny>.18. virāma-pratyayābhyāsa-pūrvaḥ saṁskāra-śeṣo ' nyaḥ (I-18) [É necessário] primeiro (pūrvaḥ) um esforço persistente (abhyāsa) na supressão (virāma) dos conteúdos da consciência (pratyaya), [para que surja] o outro (anyaḥ) [estado de consciência que transcende o conhecimento – asaṁprajñātaḥ] [onde somente existem as] impressões latentes (saṁskāra) remanescentes (śeṣaḥ). Mas para isso, temos que suprimir tudo o que surgir em nossa tela mental para se poder perceber nossos próprios condicionamentos. O esforço na prática-vàTyyae ivdehàk«itlyanam!.19. bhava-pratyayo videha-prakṛtilayānāṁ (I-19) Esse estado de consciência que transcende o conhecimento, nos seres imateriais (videha) e nos fundidos (layānām) na matéria (prakṛti), [se deve à persistência da] imagem mental (pratyayo) de existência (bhava) [pessoal]. Para alguns seres da natureza, essa percepção já é presente, ïÏavIyRSm&itsmaixà}apUvRk #tre;am!.20. śraddhā-vīrya-smṛti-samādhi-prajñā-pūrvaka itareṣāṁ (I-20) [No caso] dos outros (itareṣām), [o estado de consciência mencionado em I-18 – asaṁprajñātaḥ samādhi], é precedido (pūrvakah) por fé (śraddhā), energia (vīrya), memória (smṛti) e superconsciência (samādhi) com conhecimento transcendente (prajñā) [ou saṁprajñātaḥ]. mas nós necessitamos de auto-entrega, suficiente energia e registros pessoais de experiências e conhecimentos transcendentes. tIìs<veganamasÚ>.21. tivra-saṁvegānām āsannaḥ (I-21) [O estado de consciência que transcende o conhecimento – asaṁprajñātaḥ] está mais perto (āsannaḥ) para aqueles [que praticam] com muita (tivra) intensidade (saṁvegānām). Alcançar a supressão das imagens em nossa tela mental implica numa prática intensiva, m&ÊmXyaixmaÇTvat! ttae=ip ivze;>.22. mṛdu-madhyādhimātratvāt tato'pi viśeṣaḥ (I-22) [Visto que uma] diferenciação (viśeṣaḥ) também (api) [surge] em razão (tatah) do teu (tvāt) suave (mṛdu), médio (madhya) ou intenso (adhimātra) [esforço]. pois há uma diferença de conquistas entre quem mantém um suave, médio ou intenso esforço, Via direta mediante a devoção$ñrài[xanaÖa.23. iśvara-praṇidhānād vā (I-23) E também (vā) [está próxima para aqueles que praticam a] auto-entrega (praṇidhānāt) ao Senhor (Iśvara). e quem se entrega totalmente ao Senhor: ¬ezkmRivpakazyErpram&ò> pué;ivze; $ñr>.24. kleśa-karma-vipākāśayair aparāmṛṣṭaḥ puruṣa-viśeṣa Iśvaraḥ (I-24) Esse Ser Supremo (Iśvaraḥ) é um Si-mesmo (puruṣa) especial (viśeṣa), que é incólume (aparāmṛṣṭaḥ) às causas de aflições (kleśa) da vida e aos resultados imediatos (vipāka) ou latentes (āśayaih) das suas ações (karman). Aquele que age incólume aos efeitos de suas ações, tÇ inritzy< svR}bIjm!.25. tatra niratiśayaṁ sarvajña-bījam (I-25) Nele (tatra) está, em grau mais elevado (niratiśayaṁ), a semente (bījam) da Onisciência (sarvajña). Aquele que é a Suprema Energia Onisciente, s pUvRe;amip gué> kalenanvCDedat!.26. sa pūrveṣām api guruḥ kālenāna-vacchedāt (I-26) Mestre (guruḥ) [aquele que dissipa a ignorância] inclusive (api) dos primeiros (pūrveṣām) [mestres], pois não está condicionado (ānavacchedāt) [ou limitado] pelo tempo (kāla). Mestre dos mestres, não limitado pelo tempo e tasya vācakaḥ praṇavaḥ (I-27) Seu (tasya) símbolo verbal místico (vācakaḥ) é aquele continuamente novo (praṇavaḥ): [o OM]. cuja Voz ecoa no Vazio como o divino Som criador. t¾pStdwR-avnm!.28. tajjapas tad-artha- bhāvanaṁ (I-28) Sua (taj) constante repetição (japah) [do praṇavaḥ OM], [junto com] a evocação mental (bhāvanaṁ) de seu (tad) significado objetivo (artha). Quando se mantém o foco mental Nele e em Seu divino Som, tt> àTyKcetnaixgmae=PyNtraya-aví.29. tataḥ pratyak-cetanādhigamo 'py antarāyā-bhāvaś ca (I-29) Em conseqüência (tataḥ) [da prática de I-28] adquire-se (adhigamah) a orientação da consciência (cetana) para o interior (pratyak) e (ca) também (api) o desaparecimento (abhāvah) dos obstáculos (antarāya). obtém-se a remoção de todas as distrações que nos impedem a interiorização no Silêncio. Os obstáculos e soluçõesVyaixSTyans<zyàmadalSyaivritæaiNtdzRnalBx-UimkTvanviSwtTvain vyādhi-styāna-saṁśaya-pramādālasyāvirati-bhrānti-darśanālabdhabhūmi-katvānavasthitatvāni citta-vikṣepās te 'ntarāyāḥ (I-30) Estes (te) [são os] obstáculos (antarāyāḥ) [que causam a] distração (vikṣepāh) da mente (citta): doença (vyādhi), apatia (styāna), dúvida (saṁśaya), falta de entusiasmo (pramāda) [ou displicência], preguiça (ālasya), avidez por objetos mundanos (avirati), confuso ponto de vista (bhrānti-darśana), não-conquista de um estágio [de interiorização] (alabdhabhūmikatva) e instabilidade [da conquista de um estágio de interiorização] (anavasthitatva). As distrações que podem assim serem vencidas são: a doença, a apatia, a dúvida, a falta de entusiasmo, a preguiça, a busca pelo mundano, a confusão mental, a não-conquista ou a instabilidade na conquista de uma etapa de interiorização. Ê>odaEmRnSya¼mejyTvñasàñasa iv]epsh-uv>.31. duḥkha-daurmanasyāṇgamejayatva-śvāsa-praśvāsā vikṣepa-sahabhuvaḥ (I-31) Insatisfação (duḥkha), depressão (daurmanasya), nervosismo (aṇgamejayatva) e respiração (śvāsa-praśvāsā) [irregular] acompanham (sahabhuvaḥ) as distrações (vikṣepa). Insatisfações, depressões, nervosismos e alterações respiratórias são sintomas causados por essas distrações. tTàit;exawRmektÅva_yas>.32. tat-pratiṣedhārtham eka-tattvābhyāsaḥ (I-32) A fim de (ārtham) neutralizar (pratiṣedha) esses (tat) [sintomas causados pelas distrações, deve haver] uma prática perseverante (abhyāsa) [de fixar a mente] em uma só (eka) verdade ou princípio essencial (tattva). A fim de cessar esses sintomas e serenizar a mente, para conseguir se manter o foco mental Nele, deve-se manter o foco em um único dos seguintes princípios: Pacificação da mentemEÇIké[amuidtaepe]a[a< suoÊ>opu{yapu{yiv;ya[a— -avnatiíÄàsadnm!.33. maitrī-karuṇā-muditopekṣāṇāṁ sukha-duḥkha-puṇyāpuṇya-viṣayāṇaṁ bhāvanātaś citta-prasādanam (I-33) A serenização (prasādanam) da mente (citta) [é obtida] pelo cultivo (bhāvanātaś) [de atitudes de] cordialidade (maitrī), compaixão (karuṇā), alegria (muditā) e equanimidade (upekṣā) diante de situações (viṣayāṇaṁ) de satisfatoriedade (sukha), miséria (duḥkha), virtude [ou justiça] (puṇya) e injustiça [ou perversidade] (apuṇya). cultivar atitudes de cordialidade perante sintomas agradáveis, de compaixão perante sintomas dolorosos, alegria perante o virtuoso e equanimidade perante o injusto; àCDdRnivxar[a_ya< va àa[Sy.34. pracchardana-vidhāraṇābhyāṁ vā prāṇasya (I-34) Ou (vā) [a mente se sereniza] pela expiração (pracchardanam) e retenção (vidhāraṇābhyāṁ) do alento (prāṇasya) [ou respiração]. expirar e manter-se relaxado e confortável na ausência de respiração; ou iv;yvtI va àv«iÄéTpÚa mns> iSwitinbNxnI.35. viṣayavatī vā pravṛttir utpannā manasaḥ sthiti-nibandhanī (I-35) Ou (vā) [a mente se sereniza] quando se produz (utpannā) uma perfeita (pra) percepção (vṛttir) [mental] de um objeto (viṣayavatī) mantendo (nibandhanī) inativa (sthiti) a mente discriminativa (manasaḥ). permanecer no presente, mantendo-se um foco mental e inibindo-se a atividade discriminativa e associativa da mente. ivzaeka va Jyaeit:mtI.36. viśokā vā jyotiṣmatī (I-36) Ou (vā) [a mente se sereniza através de percepções] indolores (viśokā) ou luminosas (jyotiṣmatī) [experimentadas interiormente]. Esse foco mental pode ser qualquer percepção interior, indolor ou luminosa, vItragiv;y< va icÄm!.37. vīta-rāga-viṣayaṁ vā cittam (I-37) Ou (vā) a mente (cittam) [se sereniza quando] dirigida àqueles objetos (viṣayaṁ) [que estão] livres (vīta) de apego (rāga). ou a lembrança de seres livres do apego, SvßinÔa}analMbn< va.38. svapna-nidrā-jñānālambanaṁ vā (I-38) Ou (vā) [a mente se sereniza quando] apoiada (alambanaṁ) em conhecimentos (jñāna) obtidos durante o sono, com sonhos (svapna) ou sem sonhos (nidrā). ou de conhecimentos oníricos, ywai-mtXyanaÖa.39. yathābhimata-dhyānād vā (I-39) Ou (vā) [a mente se sereniza pela prática da] meditação (dhyānād) que (yatha) se desejar (abhimata). ou, enfim, a prática meditativa que se desejar. Resultados da serenização mentalprma[uprmmhÅvaNtae=Sy vzIkar>.40. paramāṇu-parama-mahattvānto 'sya vaśīkāraḥ (I-40) [Quando a mente se sereniza], seu (sya) poder de controle (vaśīkāraḥ) estende-se (antah) desde o mais ínfimo átomo (paramāṇu) até a grandeza (mahattva) suprema (parama). A serenidade mental assim obtida nos dá o controle desde o micro até o macrocosmo. ]I[v&Äeri-jatSyev m[e¢RhIt&¢h[¢aýe;u tTSwtdÃnta smapiÄ>.41. kṣīṇa-vṛtter abhijātasyeva maṇer grahītṛ-grahaṇa-grāhyeṣu tatstha-tadañjanatā samāpattiḥ (I-41) Após o total enfraquecimento (kṣīṇa) [da identificação com] os seus (sya) processos reativos (vṛtti) [da mente], como (iva) uma jóia (maṇi) transparente (abhijāta) assume (tatsthata) [a cor de uma superfície] colorida (tadañjanatā), o conhecedor (grahītṛ), o processo do conhecimento (grahaṇa) e o objeto conhecido (grāhyeṣu), [se fundem numa] completa absorção (samāpattiḥ) [recíproca]. À medida que o barulho mental se enfraquece, da mesma forma que uma jóia transparente assume a cor do que está em seu íntimo, o eu inferior paulatinamente toma a forma do Eu Superior. tç zBdawR}anivkLpE> s—kI[aR sivtkaR.42. tatra śabdārtha-jñāna-vikalpaiḥ saṁkīrṇā savitarkā (I-42) Nela (tatra), [na completa absorção – samāpattiḥ] com raciocínio dialético (savitarkā), se misturam (saṁkīrṇā) as construções mentais indistinguíveis (vikalpa) do som (śabda), do objeto em si (artha) e da sua compreensão mental (jñāna). No estágio inicial de ampliação da consciência, os nomes, os objetos e sua verdadeira compreensão mental são indistinguíveis. Sm&itpirzuÏaE SvêpzUNyevawRmaÇin-aRsa inivRtkaR.43. smṛti-pariśuddhau svarūpa-śūnyevārtha-mātra-nirbhāsā nirvitarkā (I-43) Na purificação total (pariśuddhi) da memória (smṛti), quando a mente se esvazia (śūnya) de sua natureza essencial (svarūpa), refletindo (nirbhāsa) exclusivamente o objeto em si (artha-mātra), [atinge-se a completa absorção – samāpattiḥ] sem raciocínio dialético (nirvitarkā). Quando a mente associativa se esvazia de suas crenças e “pré-conceitos”, atinge-se um novo estágio mais puro de consciência, onde se inicia a compreensão da Verdade. @tyEv sivcara inivRcara c sUúmiv;ya VyaOyata.44. etayaiva savicārā nirvicārā ca sūkṣma-viṣayā vyākhyātā (I-44) De igual maneira maneira (etayaiva) se explica (vyākhyātā) [a completa absorção – samāpattiḥ] com (savicāra) e sem (nirvicāra) associações com objetos (viṣayā) sutis (sūkṣma) [como raciocínio dialético ou reflexão mental]. E essa compreensão da Verdade também deve ser esvaziada e purificada de nossas crenças e “pré-conceitos”, sUúmiv;yTv< cail¼pyRvsanm!.45. sūkṣma-viṣayatvaṁ cāliṇga-pary-avasānam (I-45) [Essa] sutileza (sūkṣma) dos objetos (viṣayatvaṁ) estende-se (pary-avasānam) até (ca) o indeterminado (aliṇga) [estágio de manifestação dos elementos fundamentais da matéria – guṇa] até que se atinja a percepção da mais sutil e indeterminada manifestação objetiva das coisas. ta @v sbIj> smaix>.46. tā eva sabījah samādhih (I-46) Essas (tā) [absorções] realmente (eva) pertencem a um tipo de superconsciência (samādhih) com "semente" (sabījah). Todo esse processo de ampliação da consciência descrito, se limita ao universo manifestado. inivRcarvEzar*e=XyaTmàsad>.47. nirvicāra-vaiśāradye 'dhyātma-prasādaḥ (I-47) A claridade (prasādaḥ) do Ser interior (adhyātmam) [surge] com a transparência (vaiśāradya) [do estado de completa absorção – samāpattiḥ] sem associações sutis (nirvicāra). Nesse segundo estado ampliado de consciência percebe-se, em nosso íntimo, a claridade de nosso Ser Interior, da Presença, \tM-ra tÇ à}a.48. ṛtambharā tatra prajñā (I-48) Nele (tatra) [no estágio transparente de completa absorção sem associações sutis – nirvicāra samāpattiḥ), o conhecimento transcendente (prajñā) é a Verdade (ṛtambharā). e se conhece a Verdade. ïutanumanà}a_yamNyiv;ya ivze;awRTvat!.49. śrutānumāna-prajñābhyām anya-viṣayā viśeṣārthatvāt (I-49) [O conhecimento direto da Verdade – prajñā ṛtambharā] é diferente (anya) do conhecimento (prajñābhyām) baseado no testemunho (śruta) ou em inferência (anumāna), [porque] abrange (viṣayā) um objeto (arthatvāt) [ou aspecto] particular (viśeṣā). O conhecimento da Verdade difere de qualquer conhecimento que um dia tenhamos tido, t¾> s<Skarae=Nys<SkaràitbNxI.50. taj-jaḥ saṁskāro 'nya-saṁskāra-prati-bandhī (I-50) A impressão latente (saṁskāraḥ) produzida (jaḥ) por este (taj) [conhecimento transcendente] inibe (pratibandhī) as outras (anya) impressões (saṁskāra). e o registro na memória desse conhecimento inibirá quaisquer outros registros, tSyaip inraeexe svRinraexaiÚbIRj> smaix>.51. tasyāpi nirodhe sarva-nirodhān nirbījaḥ samādhiḥ (I-51) Com a supressão (nirodhe) até mesmo (api) daquelas (tasya) [outras impressões], [ocorre a] supressão (nirodha) de todas (sarva) [as modificações da mente] e a superconsciência (samādhiḥ) sem semente (nirbījaḥ) surge. até que se consiga inibir até esse último barulho mental, entrando para sempre no reino do Imanifesto, na morada do Pai-Mãe.
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