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Dia Mundial do Yoga

Patañjali Jayanti
(Nascimento de Patañjali)

15 de Outubro de 2009
03 de Novembro de 2010
24 de outubro de 2011
11 de Novembro de 2012
01 de Novembro de 2013

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Yoga
Escrito por Cláudio Azevedo   
Índice do Artigo
Yoga Sūtra
SĀDHANĀ PĀDA
VIBHŪTI PĀDA
KAIVALYA PĀDA
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SAMĀDHI PĀDA

Sobre (pāda) a superconsciência (samādhi)


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O que é Yoga?

Aw yaeganuzasnm!.1.

atha yogānuśāsanaṁ

(I-1)  Agora (atha) uma exposição do ensinamento (anuśāsanaṁ) para (obter-se) o estado de yoga.

Agora você está pronto para conhecer Deus.

yaegiíÄv&iÄinraex>.2.

yogaś citta-vṛtti-nirodhaḥ

(I-2)  Yoga é a cessação (nirodhaḥ) [da identificação com] dos processos reativos (vṛtti) da mente (citta).

Conhecê-lo implica cessar todo o nosso barulho interno.

tda Ôòu> Svêpe=vSwanm!.3.

tadā draṣṭuḥ svarūpe'vasthānaṁ

(I-3)  Então (tadā), o Observador (draṣṭuḥ) está estabelecido (avasthānam) em sua própria natureza essencial (svarūpa) [e fundamental].

e nos estabelecermos em nossa própria Natureza Divina.

v&iÄsaêPyimtrÇ.4.

vṛtti-sārūpyam itaratra

(I-4) De outra maneira (itaratra) [fora do estado de yoga], existe identificação (sārūpyam) [entre o observador e] os processos reativos (vṛtti) [mentais].

Pois de outra forma, nos identificaremos com o próprio barulho.

 Modificações da mente

v&Äy> pÂtYy> i¬òai¬òa>.5.

vṛttayaḥ pañcatayaḥ kliṣṭākliṣṭāh

(I-5) Os processos reativos (vṛttayaḥ) [mentais] são de cinco tipos (pañcatayaḥ) [alguns] dolorosos (kliṣṭā) e [outros] não dolorosos (ākliṣṭāh).

Nosso barulho interno vem de cinco fontes, dolorosas e indolores:

àma[ivpyRyivkLpinÔaSm&ty>.6.

pramāṇa-viparyaya-vikalpa-nidrā-smṛtayaḥ

(I-6)  [Eles são:] conhecimento correto (pramāṇa), conhecimento equivocado (viparyayah), a construção mental (vikalpa) [ou imaginação], o sono (nidrā) e memória (smṛti).

do nosso conhecimento correto, nossos enganos, nossa imaginação, nosso sono sem sonhos e nossa memória.

àTy]anumanagma> àma[ain.7.

pratyakṣānumānāgamāḥ pramāṇāni

(I-7) O conhecimento correto (pramāṇa) [é baseado em] cognição sensorial direta (pratyakṣa), inferência lógica (anumāna) ou testemunho reconhecido (āgamā).

Nosso conhecimento correto provém daquilo que captamos com os sentidos, de nossa lógica racional e do testemunho de outros.

ivpyRyae imWya}anmtÔUpàitòm!.8.

viparyayo mithyā-jñānam atad-rūpa-pratiṣṭhaṁ

(I-8) O conhecimento equivocado (viparyayah) [supõe] um conhecimento mental (jñānam) falso (mithyā) [de uma coisa], que não (a) corresponde (pratiṣṭham) com sua (tad) real forma (rūpa) [e sim com a aparente].

Nossos enganos provêm de nossa relação com as aparências das coisas.

zBd}ananupatI vStuzUNyae ivkLp>.9.

śabda-jñānānupātī-vastu-śūnyo vikalpaḥ

(I-9) [O processo reativo de] construção mental (vikalpa) [ou imaginação] provém (anupātī) do conhecimento (jñānam) verbal (ṥabda) vazio (śūnyah) [ou sem base em nada] de objetivo (vastu).

Nossas imaginações são barulhos que não se baseiam em nada objetivo.

A-avàTyyalMbna v&iÄinRÔa.10.

abhāva-pratyayālambanā vṛttir nidrā

(I-10) O processo reativo mental (vṛttir) [que surge durante o] sono profundo (nidrā) baseia-se (ālambanā) na sensação de ausência (abhāva) de qualquer conteúdo mental (pratyaya).

 A própria sensação de ausência de conteúdo mental é o barulho mental próprio do sono sem sonhos.

Anu-Utiv;yas—àmae;> Smi«t>.11.

anubhūta-viṣayāsaṁpramoṣaḥ smṛtiḥ

(I-11) O não completo desaparecimento (asampramoṣaḥ) de um objeto (viṣaya) percebido (anubhūta) é [o processo reativo mental de] retenção (smṛti) ou memória.

E nossa memória é o barulho interno proveniente daquilo que retemos após contato com o externo.

Prática perseverante e desapego

A_yasvEraGya_ya< tiÚraex>.12.

abhyāsa-vairāgyābhyāṁ tan-nirodhaḥ

(I-12) A cessação (nirodhaḥ) desses (tan) [cinco processos reativos mentais] é obtida pela (abhi) prática perseverante (abhyāsa) e pelo desapego (vairāgya).

Mas só nos desidentificaremos desses barulhos se formos perseverantes e desapegados.

tÇ iSwtaE yÆae=_yas>.13.

tatra sthitau yatno'bhyāsaḥ

(I-13) A prática perseverante (abhyāsaḥ) é o esforço (yatnaḥ) [constante] para permanecer firmemente estabelecido (sthiti) nele (tatra) [no estado de cessação dos processos reativos mentais].

A perseverança é o esforço constante de se permanecer imerso no Vazio do Silêncio interior,

s tu dI"RkalnErNtyRsTkaraseivtae †F-Uim>.14.

sa tu dīrgha-kāla-nairantarya-satkārāsevito dṛḍha-bhūmiḥ

(I-14) Entretanto (tu), essa (sa) [prática perseverante] torna-se firmemente (dṛḍha) estabelecida (bhūmiḥ) quando levada a cabo (āsevito) por longo (dīrgha) tempo (kāla), de forma apropriada (satkāra) e sem interrupção (nairantarya).

um esforço duradouro, apropriado e ininterrupto,

†òanuïivkiv;yivt&:[Sy vzIkars—}a vEraGym!.15.

dṛṣṭānuśravika-viṣaya-vitṛṣṇasya vaśīkāra-saṁjñā vairāgyaṁ

(I-15) A consciência (saṁjñā) de [auto-]domínio (vaśīkāra), de alguém que tenha deixado de desejar (vitṛṣṇasya) por objetos (viṣaya) vistos (dṛṣṭā) ou revelados (anuśravika), é chamada desapego (vairāgya).

e o desapego é o autodomínio da ausência de desejos conscientes por qualquer coisa, percebida ou não.

tTpr< pué;OyateguR[vEt&:{ym!.16.

tatparaṁ puruṣa-khyāter guṇavaitṛṣṇyaṁ

(I-16) Quando se percebe (khyāter) o Si-mesmo (puruṣa), se alcança o (tat) supremo (paraṁ) [desapego] e se manifesta a completa indiferença (vaitṛṣṇyaṁ) pelos elementos fundamentais da matéria (guṇa).

Mas o verdadeiro desapego só surge quando conhecemos Deus, através da ampliação de nossa consciência.

Tipos de interiorização

ivtkRivcaranNdaiSmtanugmat! s—à}at>.17.

vitarka-vicārānandāsmitānugamāt saṁprajñātaḥ

(I-17) O conhecimento transcendente (saṁprajñātaḥ) [ou êxtase consciente que vem com a superconsciência – samādhi] é acompanhado (anugamāt) por associações verbais (vitarka) [ou raciocínio dialético], sutis (vicāra) [ou reflexão mental], de bem-aventurança (ānanda) [ou sentido de puro ser] e de [pura] consciência de uma existência individual (asmitā).

Ampliar nossa consciência é, partindo desse confuso barulho, perceber a verdadeira compreensão das coisas, alcançar a plenitude no vazio e atingir a percepção de nossa verdadeira Natureza Divina.

ivramàTyya_yaspUvR> s<Skarze;ae=Ny>.18.

virāma-pratyayābhyāsa-pūrvaḥ saṁskāra-śeṣo ' nyaḥ

(I-18) [É necessário] primeiro (pūrvaḥ) um esforço persistente (abhyāsa) na supressão (virāma) dos conteúdos da consciência (pratyaya), [para que surja] o outro (anyaḥ) [estado de consciência que transcende o conhecimento – asaṁprajñātaḥ] [onde somente existem as] impressões latentes (saṁskāra) remanescentes (śeṣaḥ).

Mas para isso, temos que suprimir tudo o que surgir em nossa tela mental para se poder perceber nossos próprios condicionamentos.

O esforço na prática

-vàTyyae ivdehàk«itlyanam!.19.

bhava-pratyayo videha-prakṛtilayānāṁ

(I-19) Esse estado de consciência que transcende o conhecimento, nos seres imateriais (videha) e nos fundidos (layānām) na matéria (prakṛti), [se deve à persistência da] imagem mental (pratyayo) de existência (bhava) [pessoal].

Para alguns seres da natureza, essa percepção já é presente,

ïÏavIyRSm&itsmaixà}apUvRk #tre;am!.20.

śraddhā-vīrya-smṛti-samādhi-prajñā-pūrvaka itareṣāṁ

(I-20)  [No caso] dos outros (itareṣām), [o estado de consciência mencionado em I-18 – asaṁprajñātaḥ samādhi], é precedido (pūrvakah) por fé (śraddhā), energia (vīrya), memória (smṛti) e superconsciência (samādhi) com conhecimento transcendente (prajñā) [ou saṁprajñātaḥ].

mas nós necessitamos de auto-entrega, suficiente energia e registros pessoais de experiências e conhecimentos transcendentes.

tIìs<veganamasÚ>.21.

tivra-saṁvegānām āsannaḥ

(I-21) [O estado de consciência que transcende o conhecimento – asaṁprajñātaḥ] está mais perto (āsannaḥ) para aqueles [que praticam] com muita (tivra) intensidade (saṁvegānām).

Alcançar a supressão das imagens em nossa tela mental implica numa prática intensiva,

m&ÊmXyaixmaÇTvat! ttae=ip ivze;>.22.

mṛdu-madhyādhimātratvāt tato'pi viśeṣaḥ

(I-22) [Visto que uma] diferenciação (viśeṣaḥ) também (api) [surge] em razão (tatah) do teu (tvāt) suave (mṛdu), médio (madhya) ou intenso (adhimātra) [esforço].

pois há uma diferença de conquistas entre quem mantém um suave, médio ou intenso esforço,

Via direta mediante a devoção

$ñrài[xanaÖa.23.

iśvara-praṇidhānād vā

(I-23) E também (vā) [está próxima para aqueles que praticam a] auto-entrega (praṇidhānāt) ao Senhor (Iśvara).

e quem se entrega totalmente ao Senhor:

¬ezkmRivpakazyErpram&ò> pué;ivze; $ñr>.24.

kleśa-karma-vipākāśayair aparāmṛṣṭaḥ puruṣa-viśeṣa Iśvaraḥ

(I-24) Esse Ser Supremo (Iśvaraḥ) é um Si-mesmo (puruṣa) especial (viśeṣa), que é incólume (aparāmṛṣṭaḥ) às causas de aflições (kleśa) da vida e aos resultados imediatos (vipāka) ou latentes (āśayaih) das suas ações (karman).

Aquele que age incólume aos efeitos de suas ações,

tÇ inritzy< svR}bIjm!.25.

tatra niratiśayaṁ sarvajña-bījam

(I-25) Nele (tatra) está, em grau mais elevado (niratiśayaṁ), a semente (bījam) da Onisciência (sarvajña).

Aquele que é a Suprema Energia Onisciente,

s pUvRe;amip gué> kalenanvCDedat!.26.

sa pūrveṣām api guruḥ kālenāna-vacchedāt

(I-26) Mestre (guruḥ) [aquele que dissipa a ignorância] inclusive (api) dos primeiros (pūrveṣām) [mestres], pois não está condicionado (ānavacchedāt) [ou limitado] pelo tempo (kāla).

Mestre dos mestres, não limitado pelo tempo e

  tSy vack> à[v>.27.

tasya vācakaḥ praṇavaḥ

(I-27) Seu (tasya) símbolo verbal místico (vācakaḥ) é aquele continuamente novo (praṇavaḥ): [o OM].

cuja Voz ecoa no Vazio como o divino Som criador.

t¾pStdwR-avnm!.28.

tajjapas tad-artha- bhāvanaṁ

(I-28) Sua (taj) constante repetição (japah) [do praṇavaḥ OM], [junto com] a evocação mental (bhāvanaṁ) de seu (tad) significado objetivo (artha).

Quando se mantém o foco mental Nele e em Seu divino Som,

tt> àTyKcetnaixgmae=PyNtraya-aví.29.

tataḥ pratyak-cetanādhigamo 'py antarāyā-bhāvaś ca

(I-29) Em conseqüência (tataḥ) [da prática de I-28] adquire-se (adhigamah) a orientação da consciência (cetana) para o interior (pratyak) e (ca) também (api) o desaparecimento (abhāvah) dos obstáculos (antarāya).

obtém-se a remoção de todas as distrações que nos impedem a interiorização no Silêncio.

Os obstáculos e soluções

VyaixSTyans<zyàmadalSyaivritæaiNtdzRnalBx-UimkTvanviSwtTvain
icÄiv]epaSte=Ntraya>.30.

vyādhi-styāna-saṁśaya-pramādālasyāvirati-bhrānti-darśanālabdhabhūmi-katvānavasthitatvāni citta-vikṣepās te 'ntarāyāḥ

(I-30) Estes (te) [são os] obstáculos (antarāyāḥ) [que causam a] distração (vikṣepāh) da mente (citta): doença (vyādhi), apatia (styāna), dúvida (saṁśaya), falta de entusiasmo (pramāda) [ou displicência], preguiça (ālasya), avidez por objetos mundanos (avirati), confuso ponto de vista (bhrānti-darśana), não-conquista de um estágio [de interiorização] (alabdhabhūmikatva) e instabilidade [da conquista de um estágio de interiorização] (anavasthitatva).

As distrações que podem assim serem vencidas são: a doença, a apatia, a dúvida, a falta de entusiasmo, a preguiça, a busca pelo mundano, a confusão mental, a não-conquista ou a instabilidade na conquista de uma etapa de interiorização.

Ê>odaEmRnSya¼mejyTvñasàñasa iv]epsh-uv>.31.

duḥkha-daurmanasyāṇgamejayatva-śvāsa-praśvāsā vikṣepa-sahabhuvaḥ

(I-31) Insatisfação (duḥkha), depressão (daurmanasya), nervosismo (aṇgamejayatva) e respiração (śvāsa-praśvāsā) [irregular] acompanham (sahabhuvaḥ) as distrações (vikṣepa).

Insatisfações, depressões, nervosismos e alterações respiratórias são sintomas causados por essas distrações.

tTàit;exawRmektÅva_yas>.32.

tat-pratiṣedhārtham eka-tattvābhyāsaḥ

(I-32) A fim de (ārtham) neutralizar (pratiṣedha) esses (tat) [sintomas causados pelas distrações, deve haver] uma prática perseverante (abhyāsa) [de fixar a mente] em uma só (eka) verdade ou princípio essencial (tattva).

A fim de cessar esses sintomas e serenizar a mente, para conseguir se manter o foco mental Nele, deve-se manter o foco em um único dos seguintes princípios:

Pacificação da mente

mEÇIké[amuidtaepe]a[a< suoÊ>opu{yapu{yiv;ya[a— -avnatiíÄàsadnm!.33.

maitrī-karuṇā-muditopekṣāṇāṁ sukha-duḥkha-puṇyāpuṇya-viṣayāṇaṁ bhāvanātaś citta-prasādanam

(I-33) A serenização (prasādanam) da mente (citta) [é obtida] pelo cultivo (bhāvanātaś) [de atitudes de] cordialidade (maitrī), compaixão (karuṇā), alegria (muditā) e equanimidade (upekṣā) diante de situações (viṣayāṇaṁ) de satisfatoriedade (sukha), miséria (duḥkha), virtude [ou justiça] (puṇya) e injustiça [ou perversidade] (apuṇya).

cultivar atitudes de cordialidade perante sintomas agradáveis, de compaixão perante sintomas dolorosos, alegria perante o virtuoso e equanimidade perante o injusto;

àCDdRnivxar[a_ya< va àa[Sy.34.

pracchardana-vidhāraṇābhyāṁ vā prāṇasya

(I-34) Ou (vā) [a mente se sereniza] pela expiração (pracchardanam) e retenção (vidhāraṇābhyāṁ) do alento (prāṇasya) [ou respiração].

expirar e manter-se relaxado e confortável na ausência de respiração; ou

iv;yvtI va àv«iÄéTpÚa mns> iSwitinbNxnI.35.

viṣayavatī vā pravṛttir utpannā manasaḥ sthiti-nibandhanī

(I-35) Ou (vā) [a mente se sereniza] quando se produz (utpannā) uma perfeita (pra) percepção (vṛttir) [mental] de um objeto (viṣayavatī) mantendo (nibandhanī) inativa (sthiti) a mente discriminativa (manasaḥ).

permanecer no presente, mantendo-se um foco mental e inibindo-se a atividade discriminativa e associativa da mente.

ivzaeka va Jyaeit:mtI.36.

viśokā vā jyotiṣmatī

(I-36) Ou (vā) [a mente se sereniza através de percepções] indolores (viśokā) ou luminosas (jyotiṣmatī) [experimentadas interiormente].

Esse foco mental pode ser qualquer percepção interior, indolor ou luminosa,

vItragiv;y< va icÄm!.37.

vīta-rāga-viṣayaṁ vā cittam

(I-37) Ou (vā) a mente (cittam) [se sereniza quando] dirigida àqueles objetos (viṣayaṁ) [que estão] livres (vīta) de apego (rāga).

ou a lembrança de seres livres do apego,

SvßinÔa}analMbn< va.38.

svapna-nidrā-jñānālambanaṁ vā

(I-38) Ou (vā) [a mente se sereniza quando] apoiada (alambanaṁ) em conhecimentos (jñāna) obtidos durante o sono, com sonhos (svapna) ou sem sonhos (nidrā).

ou de conhecimentos oníricos,

ywai-mtXyanaÖa.39.

yathābhimata-dhyānād vā

(I-39) Ou (vā) [a mente se sereniza pela prática da] meditação (dhyānād) que (yatha) se desejar (abhimata).

ou, enfim, a prática meditativa que se desejar.

Resultados da serenização mental

prma[uprmmhÅvaNtae=Sy vzIkar>.40.

paramāṇu-parama-mahattvānto 'sya vaśīkāraḥ

(I-40) [Quando a mente se sereniza], seu (sya) poder de controle (vaśīkāraḥ) estende-se (antah) desde o mais ínfimo átomo (paramāṇu) até a grandeza (mahattva) suprema (parama).

A serenidade mental assim obtida nos dá o controle desde o micro até o macrocosmo. 

]I[v&Äeri-jatSyev m[e¢RhIt&¢h[¢aýe;u tTSwtdÃnta smapiÄ>.41.

kṣīṇa-vṛtter abhijātasyeva maṇer grahītṛ-grahaṇa-grāhyeṣu tatstha-tadañjanatā samāpattiḥ

(I-41) Após o total enfraquecimento (kṣīṇa) [da identificação com] os seus (sya) processos reativos (vṛtti) [da mente], como (iva) uma jóia (maṇi) transparente (abhijāta) assume (tatsthata) [a cor de uma superfície] colorida (tadañjanatā), o conhecedor (grahītṛ), o processo do conhecimento (grahaṇa) e o objeto conhecido (grāhyeṣu), [se fundem numa] completa absorção (samāpattiḥ) [recíproca].

À medida que o barulho mental se enfraquece, da mesma forma que uma jóia transparente assume a cor do que está em seu íntimo, o eu inferior paulatinamente toma a forma do Eu Superior.

  tç zBdawR}anivkLpE> s—kI[aR sivtkaR.42.

tatra śabdārtha-jñāna-vikalpaiḥ saṁkīrṇā savitarkā

(I-42) Nela (tatra), [na completa absorção – samāpattiḥ] com raciocínio dialético (savitarkā), se misturam (saṁkīrṇā) as construções mentais indistinguíveis (vikalpa) do som (śabda), do objeto em si (artha) e da sua compreensão mental (jñāna).

No estágio inicial de ampliação da consciência, os nomes, os objetos e sua verdadeira compreensão mental são indistinguíveis.

Sm&itpirzuÏaE SvêpzUNyevawRmaÇin-aRsa inivRtkaR.43.

smṛti-pariśuddhau svarūpa-śūnyevārtha-mātra-nirbhāsā nirvitarkā

(I-43) Na purificação total (pariśuddhi) da memória (smṛti), quando a mente se esvazia (śūnya) de sua natureza essencial (svarūpa), refletindo (nirbhāsa) exclusivamente o objeto em si (artha-mātra), [atinge-se a completa absorção – samāpattiḥ] sem raciocínio dialético (nirvitarkā).

Quando a mente associativa se esvazia de suas crenças e “pré-conceitos”, atinge-se um novo estágio mais puro de consciência, onde se inicia a compreensão da Verdade.

@tyEv sivcara inivRcara c sUúmiv;ya VyaOyata.44.

etayaiva savicārā nirvicārā ca sūkṣma-viṣayā vyākhyātā

(I-44)  De igual maneira maneira (etayaiva) se explica (vyākhyātā) [a completa absorção – samāpattiḥ] com (savicāra) e sem (nirvicāra) associações com objetos (viṣayā) sutis (sūkṣma) [como raciocínio dialético ou reflexão mental].

E essa compreensão da Verdade também deve ser esvaziada e purificada de nossas crenças e “pré-conceitos”,

sUúmiv;yTv< cail¼pyRvsanm!.45.

sūkṣma-viṣayatvaṁ cāliṇga-pary-avasānam

(I-45) [Essa] sutileza (sūkṣma) dos objetos (viṣayatvaṁ) estende-se (pary-avasānam) até (ca) o indeterminado (aliṇga) [estágio de manifestação dos elementos fundamentais da matéria – guṇa]

até que se atinja a percepção da mais sutil e indeterminada manifestação objetiva das coisas.

ta @v sbIj> smaix>.46.

tā eva sabījah samādhih

(I-46) Essas (tā) [absorções] realmente (eva) pertencem a um tipo de superconsciência (samādhih) com "semente" (sabījah).

Todo esse processo de ampliação da consciência descrito, se limita ao universo manifestado.

inivRcarvEzar*e=XyaTmàsad>.47.

nirvicāra-vaiśāradye 'dhyātma-prasādaḥ

(I-47) A claridade (prasādaḥ) do Ser interior (adhyātmam) [surge] com a transparência (vaiśāradya) [do estado de completa absorção – samāpattiḥ] sem associações sutis (nirvicāra).

Nesse segundo estado ampliado de consciência percebe-se, em nosso íntimo, a claridade de nosso Ser Interior, da Presença,

\tM-ra tÇ à}a.48.

ṛtambharā tatra prajñā

(I-48) Nele (tatra) [no estágio transparente de completa absorção sem associações sutis – nirvicāra samāpattiḥ), o conhecimento transcendente (prajñā) é a Verdade (ṛtambharā).

e se conhece a Verdade.

ïutanumanà}a_yamNyiv;ya ivze;awRTvat!.49.

śrutānumāna-prajñābhyām anya-viṣayā viśeṣārthatvāt

(I-49) [O conhecimento direto da Verdade – prajñā ṛtambharā] é diferente (anya) do conhecimento (prajñābhyām) baseado no testemunho (śruta) ou em inferência (anumāna), [porque] abrange (viṣayā) um objeto (arthatvāt) [ou aspecto] particular (viśeṣā).

O conhecimento da Verdade difere de qualquer conhecimento que um dia tenhamos tido,

t¾> s<Skarae=Nys<SkaràitbNxI.50.

taj-jaḥ saṁskāro 'nya-saṁskāra-prati-bandhī

(I-50) A impressão latente (saṁskāraḥ) produzida (jaḥ) por este (taj) [conhecimento transcendente] inibe (pratibandhī) as outras (anya) impressões (saṁskāra).

e o registro na memória desse conhecimento inibirá quaisquer outros registros,

tSyaip inraeexe svRinraexaiÚbIRj> smaix>.51.

tasyāpi nirodhe sarva-nirodhān nirbījaḥ samādhiḥ

(I-51) Com a supressão (nirodhe) até mesmo (api) daquelas (tasya) [outras impressões], [ocorre a] supressão (nirodha) de todas (sarva) [as modificações da mente] e a superconsciência (samādhiḥ) sem semente (nirbījaḥ) surge.

até que se consiga inibir até esse último barulho mental, entrando para sempre no reino do Imanifesto, na morada do Pai-Mãe.



 
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