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Dia Mundial do Yoga

Patañjali Jayanti
(Nascimento de Patañjali)

15 de Outubro de 2009
03 de Novembro de 2010
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11 de Novembro de 2012
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O Observador e o Poder da Escolha PDF Imprimir E-mail
Artigos de Estudantes
Escrito por Andréa Rebouças M. da Silveira   
Artigo escrito para o Módulo "O Observador, a Verdade e a Vida" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

O presente estudo tem por objetivo apresentar alguns aspectos no caminho do autoconhecimento, através da análise de alguns versos do Vivekacūḍāmaṇi – A Suprema Jóia do Discernimento – de śrī śaṅkarācārya.

Iniciando o Caminho

Verso 25

O que é aprisionamento? Como ele aconteceu? Como é a liberação? O que é o não eu? O que é o ilimitado, o Eu? Como discriminar entre os dois?

Verso 26

A discriminação entre o Eu e o não eu que deve ser conhecida por você, é falada por mim agora. Tendo escutado determine em si mesmo.

Em nosso caminhar, buscamos a paz, a felicidade e a realização. Buscamos atender aos nossos mais íntimos desejos e fugimos do que nos causa aversão. Como resultado, nos identificamos e/ou nos desidentificamos de coisas, conceitos, pessoas, idéias e ideais. Perdemos-nos de nós mesmos. Buscando a unidade mergulhamos na dualidade.

Os versos acima me fazem perceber que nossa busca pela liberação vem do conhecimento de nossa real natureza, de nossa essência. Esse conhecimento não está no outro, nessa ou naquela escritura, envolve um processo interior, um reencontro com a unidade que só o Eu pode experienciar e discernir... Observar.

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Kośas: os invólucros do Ser PDF Imprimir E-mail
Artigos de Estudantes
Escrito por Aline dos Santos Paixão   
Artigo escrito para o Módulo "O Observador, a Verdade e a Vida" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

INTRODUÇÃO

Na tradição Védica, encontramos menção da fisiologia mística do homem que descreve os três corpos e os cinco revestimentos, invólucros ou camadas interconectadas. A  Taittiriya Upanisad fundamenta todo este conhecimento, descrevendo a constituição da natureza humana, como segue:

“De Brahman, que é o Eu, veio o éter; do éter, o ar; do ar, o fogo; do fogo, a água; da água, a terra; da terra, a vegetação; da vegetação, o alimento; do alimento o corpo do homem. O corpo do homem, composto da essência do alimento, é o invólucro físico do Eu. Diferente do invólucro material é o invólucro vital. Ele está encerrado no invólucro físico e tem a mesma forma. Através dele, os sentidos executam a sua tarefa. Dele, os homens e os animais extraem suas vidas. Ele determina a extensão da vida de todas as criaturas. Esse invólucro é o eu vivente do invólucro físico. Diferente do invólucro vital é o invólucro mental. Ele está contido no invólucro vital e tem a mesma forma. O invólucro mental é o eu vivente do invólucro vital. Diferente do invólucro mental é o invólucro intelectual. Ele está encerrado no invólucro mental e possui a mesma forma. Diferente do invólucro intelectual é o invólucro do ego. Esse invólucro está contido no invólucro intelectual e tem a mesma forma. Além de todos os invólucros está o Eu.”

SWAMI PRABHAVANANDA – Os Upanishads
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Karma Yoga PDF Imprimir E-mail
Artigos de Estudantes
Escrito por Carina Cavalcante Pinheiro   
Artigo escrito para o Módulo "O Observador, a Verdade e a Vida" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

O Yoga oferece vários métodos para alcançar a clareza da mente, cada um com sua própria ênfase. Somente na Bhagavad Gita, dezoito formas de yoga são nomeadas onde a Karma Yoga faz parte.

Karma é um termo sânscrito. Ele significa ação ou efeito. Qualquer ação física ou mental é Karma. O pensamento é um Karma mental. O Karma é a soma final dos seus atos, tanto presente nesta vida como nos nascimentos precedentes.

Karma não significa apenas ação, mas também o resultado de uma ação. Há um poder encoberto no Karma, ou ação, chamado “Adrishta”, o qual traz os frutos dos Karmas para o indivíduo. A conseqüência de uma ação, realmente, não é uma coisa separada da sua causa; porque ela é parte da ação e não pode separar-se dela.

O Karma, de acordo com o Jaimini Rishi (sábio Jainista), é a execução do Agnihotra ou outro ritual Védico. De acordo como a Gita (Bhagavad-Gita), qualquer ação feita com Nishkamya Bhava é Karma. O Senhor Krishna disse: “Trabalhe incessantemente. Sua responsabilidade é de trabalhar, mas não expectar os frutos desta ação”. O ensinamento central da Gita é o trabalho desapegado. Respirar, comer, ver, ouvir, pensar, etc., tudo são Karmas. O pensamento é um Karma real. Raga-dvesha (assim como a antipatia) constitui um real Karma.

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Em busca do eu. Quem me roubou de mim? PDF Imprimir E-mail
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Artigos de Estudantes
Escrito por Èlida Pricila Brasil de Matos   
Artigo escrito para o Módulo "O Observador, a Verdade e a Vida" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

Se o mundo é, fundamentalmente, um mundo de possibilidades quânticas infinitas, porque sigo repetindo as mesmas escolhas e tendo a falsa convicção de que não tenho o poder de mudar minha vida? (AZEVEDO, pág. 67)1. Nem saber quem realmente sou?

Tomemos como experiência o deixar um vício: deixar de fumar. Uma certa época de minha vida X fumava umas duas carteiras de cigarro por dia, X já fumava há 28 anos e, certo dia, resolveu deixar de fumar. Para espanto seu não conseguiu deixar e começou um dilema: Como quero deixar de fumar e não consigo? X começou a se observar e quando sentia vontade de fumar dizia: não vou pegar o cigarro, mas já saia caminhando em direção a carteira e pegava o cigarro. Ela se perguntava: como pode ser isso. Quem é que eu sou? Eu sou o que quero fumar, ou sou o que não quero fumar? Até que, então,  chegou a uma conclusão: sou uma viciada. Depois de muito tentar e não conseguir, resolveu fazer um tratamento numa clinica de ‘parar de fumar’. Marcou uma data e, então, X parou.

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Sobre os neurotrasmissores, neuropeptídeos ou peptídeos informacionais. PDF Imprimir E-mail
Artigos de Estudantes
Escrito por Andréa Rebouças M. da Silveira   

 

Artigo escrito para o Módulo "Yoga Milenar e a Ciência Atual" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

1)      Por que os peptídeos informacionais?

Posso enumerar algumas motivações:

- Primeiro, acredito ainda ser muito cartesiana e esse assunto afeito à biologia, área na qual atuo profissionalmente, instiga minha curiosidade.

- Segundo, porque analisando a questão do funcionamento dos peptídeos informacionais e de seus receptores, em especial dos peptídeos emocionais, percebo claramente a origem de nosso comportamento vicioso e a possibilidade através de uma mudança em nosso padrão vibratório/comportamental de alterarmos essas rotas bioquímicas, criando novas conexões e oportunizando o despertar desse que observa e que, de fato, tem o livre arbítrio e o poder de escolha. Vale ressaltar que não se trata de um caminho fácil, exige disciplina (tapas) e um processo de autoconhecimento que, sem dúvida, é o caminho do Yoga.

- Terceiro como já colocado no final do parágrafo anterior, o fato do Yoga ser um caminho, conforme descrito no Yoga Sutra de Patánjali, para ruptura com esses padrões de resposta autômatos e para se desenvolver um estado de kaivalya.

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Os Três Corpos e sua Relação com os Koshas e a Existência Sutil PDF Imprimir E-mail
Artigos de Estudantes
Escrito por Antônio Delamar da Rosa Guimarães   

 

Artigo escrito para o Módulo "O Observador, a Verdade e a Vida" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

Segundo Hermógenes (2005), no Vedanta, temos não somente um corpo (sharira) físico, como também mais dois outros não físicos.

São, portanto, três estruturas: (1) sthula shariram ou corpo físico, que tão bem a medicina co-nhece; (2) suksma shariram ou corpo sutil; (3) karana shariram ou corpo causal.

O modelo vedantino mostra o homem formado por cinco revestimentos (koshas), todos eles incessantementes cambiando, fluindo e, por isso, ilusórios, inconsistentes (maya):

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A Complexidade dos Sistemas: Interdependência e Simultaneidade PDF Imprimir E-mail
Artigos de Estudantes
Escrito por Lúcia Rejane de A Barontine   

 

Artigo escrito para o Módulo "Yoga Milenar e a Ciência Atual" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo

A partir do século XX, a ciência moderna que, por vários séculos, estabeleceu um conhecimento dicotômico, linear e mecanicista sobre a realidade, começou a apresentar fraturas em seu corpo teórico. As certezas ruíram, os novos paradigmas se fortaleceram levando o modelo científico hegemônico a questionar-se sobre si mesmo.

Novas abordagens e ciências surgiram em torno de princípios como totalidade, unicidade, complexidade, interdependência, simultaneidade e integralidade. Interpretar a realidade e interpretar o mundo passou a ser um exercício, um desafio, uma sucessão de descobertas que estão nos levando a compreender o universo como um todo interligado, a natureza como um sistema vivo e o homem como um dos elos dessa corrente maravilhosa.

Edgar Morin (2001), um dos novos cientistas da contemporaneidade, nos surpreende com a robusta teoria da complexidade, paradigma que se afirma, cada vez mais, em vários âmbitos da ciência. Nessa teoria, a complexidade é apresentada como o princípio básico da vida e da existência, dos sistemas e do ser humano. Assim, torna-se impossível, a sustentação de uma visão mecanicista, linear e hierárquica sobre os sistemas que estruturam o homem. Nessa visão, o homem é um complexo corpo mente em que todos os sistemas estão interligados e são interdependentes. O sistema se apresenta como unitas multiplex, isto é, como paradoxo: considerado do ponto de vista do Todo, esse é uno e homogêneo; considerado do ponto de vista dos constituintes, é diverso e heterogêneo.

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