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Artigos de Estudantes
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Escrito por Aline dos Santos Paixão
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INTRODUÇÃO Na tradição Védica, encontramos menção da fisiologia mística do homem que descreve os três corpos e os cinco revestimentos, invólucros ou camadas interconectadas. A Taittiriya Upanisad fundamenta todo este conhecimento, descrevendo a constituição da natureza humana, como segue: “De Brahman, que é o Eu, veio o éter; do éter, o ar; do ar, o fogo; do fogo, a água; da água, a terra; da terra, a vegetação; da vegetação, o alimento; do alimento o corpo do homem. O corpo do homem, composto da essência do alimento, é o invólucro físico do Eu. Diferente do invólucro material é o invólucro vital. Ele está encerrado no invólucro físico e tem a mesma forma. Através dele, os sentidos executam a sua tarefa. Dele, os homens e os animais extraem suas vidas. Ele determina a extensão da vida de todas as criaturas. Esse invólucro é o eu vivente do invólucro físico. Diferente do invólucro vital é o invólucro mental. Ele está contido no invólucro vital e tem a mesma forma. O invólucro mental é o eu vivente do invólucro vital. Diferente do invólucro mental é o invólucro intelectual. Ele está encerrado no invólucro mental e possui a mesma forma. Diferente do invólucro intelectual é o invólucro do ego. Esse invólucro está contido no invólucro intelectual e tem a mesma forma. Além de todos os invólucros está o Eu.” SWAMI PRABHAVANANDA – Os Upanishads |
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Artigos de Estudantes
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Escrito por Carina Cavalcante Pinheiro
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O Yoga oferece vários métodos para alcançar a clareza da mente, cada um com sua própria ênfase. Somente na Bhagavad Gita, dezoito formas de yoga são nomeadas onde a Karma Yoga faz parte. Karma é um termo sânscrito. Ele significa ação ou efeito. Qualquer ação física ou mental é Karma. O pensamento é um Karma mental. O Karma é a soma final dos seus atos, tanto presente nesta vida como nos nascimentos precedentes. Karma não significa apenas ação, mas também o resultado de uma ação. Há um poder encoberto no Karma, ou ação, chamado “Adrishta”, o qual traz os frutos dos Karmas para o indivíduo. A conseqüência de uma ação, realmente, não é uma coisa separada da sua causa; porque ela é parte da ação e não pode separar-se dela. O Karma, de acordo com o Jaimini Rishi (sábio Jainista), é a execução do Agnihotra ou outro ritual Védico. De acordo como a Gita (Bhagavad-Gita), qualquer ação feita com Nishkamya Bhava é Karma. O Senhor Krishna disse: “Trabalhe incessantemente. Sua responsabilidade é de trabalhar, mas não expectar os frutos desta ação”. O ensinamento central da Gita é o trabalho desapegado. Respirar, comer, ver, ouvir, pensar, etc., tudo são Karmas. O pensamento é um Karma real. Raga-dvesha (assim como a antipatia) constitui um real Karma.
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Artigos de Estudantes
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Escrito por Èlida Pricila Brasil de Matos
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Se o mundo é, fundamentalmente, um mundo de possibilidades quânticas infinitas, porque sigo repetindo as mesmas escolhas e tendo a falsa convicção de que não tenho o poder de mudar minha vida? (AZEVEDO, pág. 67)1. Nem saber quem realmente sou? Tomemos como experiência o deixar um vício: deixar de fumar. Uma certa época de minha vida X fumava umas duas carteiras de cigarro por dia, X já fumava há 28 anos e, certo dia, resolveu deixar de fumar. Para espanto seu não conseguiu deixar e começou um dilema: Como quero deixar de fumar e não consigo? X começou a se observar e quando sentia vontade de fumar dizia: não vou pegar o cigarro, mas já saia caminhando em direção a carteira e pegava o cigarro. Ela se perguntava: como pode ser isso. Quem é que eu sou? Eu sou o que quero fumar, ou sou o que não quero fumar? Até que, então, chegou a uma conclusão: sou uma viciada. Depois de muito tentar e não conseguir, resolveu fazer um tratamento numa clinica de ‘parar de fumar’. Marcou uma data e, então, X parou. 
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Escrito por Andréa Rebouças M. da Silveira
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Artigo escrito para o Módulo "Yoga Milenar e a Ciência Atual" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo 1) Por que os peptídeos informacionais? Posso enumerar algumas motivações: - Primeiro, acredito ainda ser muito cartesiana e esse assunto afeito à biologia, área na qual atuo profissionalmente, instiga minha curiosidade. - Segundo, porque analisando a questão do funcionamento dos peptídeos informacionais e de seus receptores, em especial dos peptídeos emocionais, percebo claramente a origem de nosso comportamento vicioso e a possibilidade através de uma mudança em nosso padrão vibratório/comportamental de alterarmos essas rotas bioquímicas, criando novas conexões e oportunizando o despertar desse que observa e que, de fato, tem o livre arbítrio e o poder de escolha. Vale ressaltar que não se trata de um caminho fácil, exige disciplina (tapas) e um processo de autoconhecimento que, sem dúvida, é o caminho do Yoga. - Terceiro como já colocado no final do parágrafo anterior, o fato do Yoga ser um caminho, conforme descrito no Yoga Sutra de Patánjali, para ruptura com esses padrões de resposta autômatos e para se desenvolver um estado de kaivalya. 
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Escrito por Antônio Delamar da Rosa Guimarães
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Segundo Hermógenes (2005), no Vedanta, temos não somente um corpo (sharira) físico, como também mais dois outros não físicos. São, portanto, três estruturas: (1) sthula shariram ou corpo físico, que tão bem a medicina co-nhece; (2) suksma shariram ou corpo sutil; (3) karana shariram ou corpo causal. O modelo vedantino mostra o homem formado por cinco revestimentos (koshas), todos eles incessantementes cambiando, fluindo e, por isso, ilusórios, inconsistentes (maya): 
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Escrito por Lúcia Rejane de A Barontine
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Artigo escrito para o Módulo "Yoga Milenar e a Ciência Atual" do Curso de Pós-Graduação em Yoga, ministrado por Cláudio Azevedo A partir do século XX, a ciência moderna que, por vários séculos, estabeleceu um conhecimento dicotômico, linear e mecanicista sobre a realidade, começou a apresentar fraturas em seu corpo teórico. As certezas ruíram, os novos paradigmas se fortaleceram levando o modelo científico hegemônico a questionar-se sobre si mesmo. Novas abordagens e ciências surgiram em torno de princípios como totalidade, unicidade, complexidade, interdependência, simultaneidade e integralidade. Interpretar a realidade e interpretar o mundo passou a ser um exercício, um desafio, uma sucessão de descobertas que estão nos levando a compreender o universo como um todo interligado, a natureza como um sistema vivo e o homem como um dos elos dessa corrente maravilhosa. Edgar Morin (2001), um dos novos cientistas da contemporaneidade, nos surpreende com a robusta teoria da complexidade, paradigma que se afirma, cada vez mais, em vários âmbitos da ciência. Nessa teoria, a complexidade é apresentada como o princípio básico da vida e da existência, dos sistemas e do ser humano. Assim, torna-se impossível, a sustentação de uma visão mecanicista, linear e hierárquica sobre os sistemas que estruturam o homem. Nessa visão, o homem é um complexo corpo mente em que todos os sistemas estão interligados e são interdependentes. O sistema se apresenta como unitas multiplex, isto é, como paradoxo: considerado do ponto de vista do Todo, esse é uno e homogêneo; considerado do ponto de vista dos constituintes, é diverso e heterogêneo. |
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